quarta-feira, 19 de junho de 2013

30 coisas pra fazer antes dos 30



Há algum tempo, vem circulando essa lista pela Internet: "30 Coisas pra fazer antes dos 30". Bem, eu tenho que dizer que eu estou atrasada. Tenho menos de um mês. O que é relativamente impossível se a gente pensar que eu teria basicamente que largar o emprego, o noivo, a família, não dormir, não comer e não fazer xixi (o que é realmente rídiculo já que minha bexiga idosa me obriga a ir ao banheiro a cada meia hora) e, tem um monte de coisas nessa lista que eu não gostaria mesmo de fazer!

Então, pra você que ficou assustado com o que eu disse aqui em cima, quer dizer, não com o fato de eu largar tudo e sair doidona por aí e sim, com o fato de que vou fazer 30 anos em menos de um mês. Sim, e vou fazer 30 anos em 16 de Julho de 2013 (não sei se está convidado pra festa, mas se quiser mandar presente, pode), e se você acha que eu pareço ser bem mais nova do que realmente sou, eu fico muito feliz com isso, pois, quer dizer que eu não vou precisar tão cedo de botox e o dinheiro que eu economizar, posso gastar em algo mais interessante e que dará mais prazer à minha vida, tipo... sapato, ora!

Então, essa lista aí está totalmente fora da minha realidade. Aliás, de listas fora da realidade eu entendo bem já que, aos 13 anos, eu fiz uma lista de coisas que eu gostaria de fazer na minha vida. Estudar balé, encenar Hamlet no teatro, subir no palco e cantar junto com os Hansons, me casar com o Príncipe William e fazer intercâmbio... Tinha tipo, umas 100 coisas.

Antes do 15 eu deixei essa lista de lado. A minha próxima lista foi aos 18 anos.

Antes de completar 18 anos eu achava que, tipo, tudo ia acontecer aos 18 anos. Assim, eu ia dormir na véspera do meu aniversário e, quando eu acordasse no dia seguinte... Pluft! Eu seria independente, poderia ir pra onde eu quisesse, teria um emprego bacana, meu próprio apartamento, um carro e nada de problemas. Bem, não me admira que meu aniversário de 18 anos não tenha sido um dos mais legais...

Mas eu não desanimei. Como eu disse, eu arrumei outra lista. Dessa vez eu não escrevi no papel, deixei ela aqui dentro da minha cabeça. E antes dos 30, eu achava que iria fazer novos amigos, viajaria pro México com a Samantha e a Rosana onde a gente ia encher a cara de tequila, iria morar sozinha, casar aos 25, Lua de Mel na Jamaica, ser uma Relações-Públicas-Super-Demais... Enfim.

Fiz novos amigos, espero poder ir ao México, um dia, (mas não será uma viagem imaginada por nós três), vou me casar este ano (depois que fizer 30), a Lua de Mel não vai ser na Jamaica (talvez a segunda... com o mesmo marido, claro) e, estou em busca de ser algo profissionalmente super demais.

O que aprendi em 30 anos é que, essas listas não funcionam pra mim e que é melhor fazer um projeto de cada vez. O meu próximo projeto, talvez o mais mirabolante de todos, vai ser: Fazer algo que eu realmente goste. Afinal, depois de 30 anos, eu acho que já está na hora. Pra falar a verdade, eu acho que vou fazer 18 anos, aos 30. Minha maioridade vai começar agora. Então, depois de 30 anos me anulando e fazendo sempre o que os outros achavam que eu deveria fazer, eu vou em busca das coisas que realmente me dão prazer, como quando eu era criança.

Meu projeto não vai ser fácil e nem vai acontecer da noite pro dia. Bem, mas eu vou gostar um bocado de trabalhar para isso.

Demorou 29 anos pra eu conseguir comprar minha casa, outro sonho muito desejado. Agora, é a vez do próximo sonho de consumo. Eu espero não demorar mais 29 anos pra eu conseguir comprar um carro. Eu acho que não, né?

sábado, 15 de junho de 2013

Dia de Treinamento: Comprar o presente do dia dos namorados.



Chegamos ao shopping. Até então a dúvida era: calça ou camisa? Fomos às calças, primeiro. Quer dizer, não às calças, na loja onde tinha calças. Quer dizer, vocês entenderam!

Herlon queria uma calça jeans azul clara, dessas aqui, ó.



Mostrei pra ele o tom de azul mais claro que tinha, mas ele queria MAIS claro. Francamente, qual é a graça de se comprar uma jeans novo, que já parece velho? Acho que vou perguntar pra Britney Spears...

Bem, ele acabou desistindo da primeira loja porque não quis esperar apenas duas lavagens pra ter o jeans-da-cor-azul-clara-exatamente-como-ele-queria. Na terceira loja... Escolhemos umas quatro calças, ele foi para o provador e eu decidi ficar na fila do caixa porque, ora, véspera do dia dos namorados no shopping recém-inaugurado. Quer dizer, a cidade tava toda lá!

Quando eu já estava chegando na metade da fila, o Herlon aparece na porta do provador sem nenhuma calça na mão e fazendo sinal de negativo com a cabeça. Aí eu saí da fila do caixa, já que a gente não ia levar nada mesmo...

Mas eis que, já estávamos de saída quando ele começou a olhar umas camisas, até decidir provar algumas.

De modo que eu retornei à fila, indo para o último lugar, claro, e fiquei esperando o Herlon retornar. E fiquei esperando o Herlon retornar... E fiquei REALMENTE ESPERANDO o Herlon retornar...

Quando eu estava na última volta da fila (sim, a droga da fila estava dando voltas), resolvi ligar pro Herlon. O primeiro telefone deu sinal de chamada em espera. "Como assim, chamada em espera? Será que o Herlon tá falando com alguém no telefone dentro da droga do provador?" Eu pensei. Liguei para o segundo telefone e chamou até cair na caixa postal. Revezei mais algumas vezes entre um número e outro e sempre a mesma coisa. Ao que eu dei as seguintes justificativas: ele esqueceu um no carro (embora o Herlon nunca saia sem os dois celulares) e o outro, como é da TIM, deve estar sem sinal no provador. Como a gente pensa coisas sem sentido quando está esperando alguém na fila de um caixa...

Eu comecei realmente a me preocupar quando já havia passado mais de trinta minutos que eu esperava o Herlon sair daquele provador e nada. Quer dizer, que homem, pelo amor de Deus, passa mais de trinta minutos pra provar três camisas e escolher uma?! Quer dizer, não são eles mesmos que dizem que não têm paciência pra acompanhar as mulheres nas compras porque elas demoram demais?!

Bem, foi aí que vários pensamentos começaram a passar pela minha cabeça...

“E se ele ficou chateado de vir comigo ao shopping e resolveu ir embora e me deixar aqui?”

“E se ele passou mal dentro do provador e não teve como sair de lá antes de desmaiar?”

“E se ele desceu a escada rolante prendeu o pé,  tropeçou, bateu a cabeça, desmaiou e ninguém sabe que ele está acompanhado e levaram ele pro hospital?”

“E se ele acordou do desmaio mas, perdeu a memória e não sabia quem ele era e que eu estava esperando por ele na fila?”

Bem, quando eu fui pensar o próximo “E se...” eu resolvi parar com aquela droga e ir procurar ele no provador. O que eu estava tentando evitar até o último minuto porque, ora, eu ia ser obrigada a interagir com as pessoas desconhecidas daquela fila e quem me conhece bem sabe que, EU ODEIO INTERAGIR COM PESSOAS DESCONHECIDAS!

De modo que eu não tive outra escolha. Passei umas três pessoas na minha frente, virei para o senhor que estava atrás de mim e disse:

- Moço, o senhor guarda meu lugar enquanto eu vou ali no provador resgatar uma pessoa que está presa lá dentro com três camisas assassinas?

Mentira. Eu não falei a parte das camisas assassinas.
Bem, então corri pra lá, porém, como era um provador MASCULINO, eu não ia poder entrar. Daí, virei para o funcionário na porta e perguntei:

- Por favor, por acaso ainda está aí dentro um rapazinho que está vestido em uma camisa pólo bege e bermuda, que entrou com umas camisas?

Ao que ele perguntou:

- Rapazinho assim? (E colocou a mão na altura do peito dele).

- Não. Assim. (E coloquei a mão bem acima da minha cabeça).

- Ele tem nome?

- Herlon.

Então ele simplesmente saiu gritando na porta dos cubículos:

- HERLON! HERLON! HERLON, VOCÊ ESTÁ AÍ?

Quando finalmente o Herlon gritou de volta, dizendo:

- Eu tô aqui!

E daí eu voltei a ouvir a voz dele no provador, mas não falando comigo. E eu não tive outra reação a não ser colocar a mão na testa e girar no calcanhares dizendo:

- Mas eu não ACREDITO que ele tá esse tempo todo conversando no telefone!

E ao final do giro, eu dei de cara com uma platéia, que acompanhava aquele enredo todo, me olhando com cara de “hummm... que constrangedor... ele deve tá marcando um encontro com a outra...”

Então, o Herlon finalmente abriu a porta do provador e saiu com o telefone em um ouvido e a mão livre pra cima, dizendo:

- Tô vivo! Tô vivo!

Então eu olhei pra ele com cara de “eu não acredito que eu cheguei a pensar que você tinha enrolado o pé da escada, batido a cabeça e perdido a memória, quando você tava esse tempão todo aqui, falando nesse telefone!”.

É claro que ele não leu isso na minha cara. E ainda disse que viu minhas ligações para o outro celular, mas que colocou no silencioso por causa do barulho. E é claro que, obviamente, ele escolheu uma das camisas, porque senão, obviamente, alguém teria realmente parado no hospital sem memória, depois de rolar escada abaixo.

Porque, qual é? Eu estava com dor nas pernas, com fome, esperando mais de meia hora por outra que ficou mais da metade do tempo conversando no telefone!

E o Herlon até ia entender. Ele sempre diz que eu fico violenta quando tô com fome, né amor?


E é claro que a gente foi comer antes de ir comprar o meu presente que, por sinal, eu demorei menos de cinco minutos pra escolher...

Bem, vamos  esperar a aventura do próximo ano em que, segundo o Herlon, serei namorada-esposa.

Será bom começar o treinamento a partir de já?


Esquizofrenia do Dia dos Namorados...



Há alguns anos atrás eu tinha sérios problemas pra comprar o presente do dia dos namorados. Tipo... Eu não tinha um namorado. Bem, o que não me impedia (é claro, de quem nós estamos falando, afinal?!) de entrar em algumas lojas e ficar escolhendo um presente para um objeto que não existia. Quer dizer, existia, mas o objeto meio que não sabia que era, tipo... esse objeto. Ah! Por favor, nem tudo é perfeito, ora!

O fato é que resolvi esse pequeno problema esquizofrênico quando comecei a namorar o Herlon e, junto com ele também, incrivelmente como num passe de mágica, minhas amigas pararam de me chamar pra ajudá-las A ESCOLHER O PRESENTE DO NAMORADO DELAS!

O que me leva realmente a crer que, a maldade gratuita do Félix da novela Amor à Vida... Bem, não é nada de novo, Walcyr Carrasco!

Quer dizer, o que há de pior pra se fazer com uma garota encalhada do que acompanhar as amigas na compra do presente do dia dos namorados, com  todas aquelas pessoas comprando o presente do dia dos namorados, com todos aqueles corações decorando o mundo todo, com All You Need Is Love tocando insistentemente ao fundo, com aquela vendedora-farejadora-de-encalhadas virando pra você e perguntando:

- Você não quer ver  nada pro seu namorado?

NÃO! NÃO! NÃO!

Ops! Isso é um texto, não um pesadelo. Tá, voltando. Eu agora tenho um namorado e comprar o presente do dia dos namorados continua sendo uma aventura...

Tudo começa com a seguinte frase:

- Lanussa, vamos combinar de não dar presente do dia dos namorados esse ano?

Tipo, meu coração para toda semana que antecede o dia dos namorados. Porque o MEU NAMORADO NÃO QUER ME DAR UM PRESENTE! E isso, pra quem é menina e canceriana... Bem, ele poderia cravar logo um punhal no meu peito, arrancar meu coração e comer ensopado com batatinha e arroz branco, regado com um fio de azeite extra virgem.

Desde o primeiro dia dos namorados tem sido assim. Aí, no dia, ele vai lá e me compra um presente. Quer dizer, meu amor gosta de dar emoção à minha vida. (Amor, chega de emoção, tá? Vamos deixar isso pra quando nosso filho pedir um par de tênis de R$ 600,00 no Natal. Quer dizer, isso vai ser enriquecedor pra vida dele, você não acha?)

Bem, depois disso tudo vem outra emoção... O que será que eu vou ganhar? Coincidentemente, nós meio que revesamos e então, um ano é surpresa e o outro a gente mesmo escolhe.

No primeiro ano foi supresa e eu ganhei um sapatinho bem fofo e ele ganhou uma calça jeans. No segundo ano eu escolhi ganhar roupa e ele esclheu uma chuteira. No terceiro ano eu dei um All Star e (não sei o que me deu na cabeça), deixei ele escolher e acabei ganhando uma... camisa do Flamengo. E eu, inclusive, sugeri pra facilitar mais... BOLSA, SAPATO e ROUPA mas, eu não sei que parte disso ele não entendeu. Ah, droga! É claro! Ele achou que era roupa!

Amor... Desculpa, eu deveria ter explicado pra você. Camisa do Flamengo não é roupa, é uma camisa do Flamengo, ora!


Bem, o fato é que este ano decidimos escolher nós mesmos o que ganhar e, nesse quesito, eu descobri que eu sou o homem da relação. Porque, por incrível que pareça, eu não tenho paciência pra ficar horas escolhendo o que eu quero. Se eu sei que eu quero uma camisa, eu vou até as camisas, escolho uma ou duas que eu gostar, provo (quando eu tô com uma dose extra de paciência...) e levo a que eu gostei mais... Pronto. Simples assim... Já o Herlon...

Bem, acompanhem a nossa aventura no próximo post...

domingo, 2 de junho de 2013

A culpa é do Herlon...



Criei o blog Doida da Lua pra escrever as loucuras que acontecem na minha vida de vez em quando. Eu até levei isso a sério um tempo, quando eu tinha muita coisa pra contar. Quando muita coisa acontecia. Mentira. Eu tenho é preguiça mesmo.

A minha desculpa esfarrapada de não escrever tanto no blog, quanto antigamente, era (na minha cabeça) que não acontecia mais tanta coisa comigo como antes. Antes de quê? Me perguntei. Antes do Herlon, é claro.

Mas é claro que não é verdade. As coisas continuam acontecendo e eu continuo tendo uma interpretação particular das coisas que acontecem comigo, porém... A preguiça não me deixa escrever. E sabe porque isso? Porque a minha nova teoria é que ser feliz te dá preguiça. Isso mesmo.

Quando eu não tinha namorado e tinha muita coisa pra reclamar e nem muita coisa pra fazer, eu escrevia e tinha essa necessidade de socializar as loucuras da minha vida com outras pessoas (outras pessoas leia-se, as quatro ou cinco que liam o meu blog), de me sentir um ser social e querido e, pra isso, eu tinha que escrever coisas legais e as pessoas comentarem e eu receber um convite pra escrever um roteiro de um show de humor (sério, eu recebi esse convite e o fato dessa pessoa ter sumido do mapa e eu nunca ter visto seu nome em algum cartaz no Teatro 4 de Setembro não significa dizer que... bem, o convite é mais importante).

Quando eu não tinha namorado eu vivia constantemente inspirada, porque ora, ser encalhada e sofrer de dor de cotovelo aguda sempre te dá muita inspiração. Por mais foda que seja o escritor, a experiência prática sempre faz do texto, O Texto.

Quando eu não tinha namorado, eu tinha muito tempo livre pra fazer porra nenhuma e ficar só pensando na vida e contando histórias na minha cabeça e, quem sabe inconscientemente, contar as coisas que aconteciam na minha vida de maneira engraçada e descontraída não seria uma forma de me auto-promover, a fim de que algum cara legal me enxergasse e me pedisse em namoro pra eu poder ter mais o que fazer além de só ficar pensando na próxima coisa que iria escrever no blog.

Então, apareceu o Herlon (não por causa do blog, então, todo o meu marketing foi em vão, rsrs) e, sim, eu deixei de escrever no blog. Então, a culpa é toda dele! E eu até quis justificar, dizendo para mim mesma que não aconteciam mais coisas como antigamente, mas não era bem assim. Aí foi que as coisas começaram a acontecer mesmo. O negócio é que... Ser feliz dá preguiça. Ser feliz tira a vontade da gente de escrever bobagens e ficar respondendo comentários dos seus dois ou três leitores. Porque, cara, é um tempo que você gasta enquanto pode muito bem ficar dando uns beijos no seu amor (ou ficar vendo filmes repetidos, dá no mesmo).

Depois, é claro, eu comecei a trabalhar como eu mesma contei aqui. E, quando a gente passa muito tempo do dia ouvindo gente idiota mandando você fazer coisas idiotas, a gente fica muito cansado.

E, de repente eu tive um surto de sinceridade graças a mais uma das minhas loucuras. Ler bons textos me faz querer escrever também. E desde a semana passada eu encontrei o Blog Adorável Psicose, da Natalia Klein, aquela da série de mesmo nome que passa no Multishow. Tipo, cara, ela sou eu! Quer dizer, a parte de ser encalhada e não encontrar um homem que preste era muito eu, antes de conhecer o Herlon. Mas, os textos dela são ótimos e nós pensamos muito parecido. O chato é que eu não posso escrever tudo que eu penso, como a Natalia, porque eu não tenho um programa no Multishow. Portanto, ao invés de as pessoas acharem legal e engraçado, elas iriam me odiar por eu estar expressando a minha visão particular de mundo, que em sua maioria, envolveria pessoas do meu círculo social que, tipo, não iam achar legal coisa nenhuma.

Então, a culpa de eu não escrever mais com tanta freqüência é do Herlon. E a culpa de eu querer voltar a escrever é da Natalia Klein. Eu espero que a Natalia Klein supere a minha preguiça.

P.s.: Eu só quero avisar a vocês que, tipo assim, talvez eu fique com preguiça mesmo depois da Natalia... Pronto, falei!


É isso aí.